Hare Baba, uai!

Nem os animais escaparam do pingente na testa

Nem os animais escaparam do pingente na testa

          Hare Baba! Começo pedindo a você que pense em quantas vezes ouviu nos últimos dias a expressão “hare baba”. Uma, duas, três? É impossível contar. São milhares de “hare babas”, “ticks”, “atcha!” por dia e em todos os lugares. E assim será até o término da novela Caminho das Índias, da Rede Globo. Roupas coloridas, jóias, e as expressões curiosas já caíram no gosto do povo. Juliana Paes, a protagonista da trama, está até ilustrando embalagens de acessórios femininos na famosa 25 de março.

caubói

          Outro fenômeno desses é o sertanejo universitário. Vitor e Léo, João Bosco e Vinicius e por aí vai. Como diziam os nossos avós: se chutar uma pedra saem pelos menos dez. Todos dotados de uma voz lindíssima para formarem cinco duplas, evidentemente. No entanto, o que me chama a atenção, não é somente este tipo de influência, ou moda emergente. O que me impressionou realmente foi ver vários Rajs (Rodrigo Lombardi) e Maias (Juliana Paes), personagens principais da novela, na madrugada sertaneja. Baguan Keliê! Não entendeu? Eu explico.

          Recebi uma ligação de um amigo. O convite era para ir a uma nova casa de sertanejo universitário. Confesso que o estilo de música não é o meu preferido. Não gravaria um CD com os ritmos, muito menos colocaria no meu MP3 para ouvir durante uma viagem, mas decidi entrar na onda. Esperava encontrar botas e chapéus de caubói e uns coletinhos por cima de camisas. Encontrei, é claro. Algumas pessoas dançavam juntas, outras lembravam o amor antigo com as letras carregadas de dor, de cotovelo. Mas alguma coisa estava errada, ou pelo menos, estranha. Não pulavam com uma perna de cada vez, aquele passinho típico. Muitos abriam os braços, colocavam a mão atrás do pescoço e mexiam a cabeça. Are baba! As mulheres mexiam como dançarinas do ventre.

         Parei. Fiquei abismada e ao mesmo tempo achando tudo uma graça imensa. A mistura das influências geradas pela mídia, misturadas ali, no meu cotidiano. Ainda que a novela da Globo não represente uma Índia verdadeira, e nem que os sertanejos tenham letra admiráveis, essa observação na madrugada foi de grande valia. É importante ver que independente das classes, das cores, e das dores, todos estavam ali na mesma sintonia. Eram os dalitis, os chamados intocáveis indianos, os bramanis, a maior casta e também os caubóis sofredores com o amor perdido. Namastê!

Confira a garotinha:

A mulher do Talese

A mulher do Próximo - Gay Talese

A mulher do Próximo - Gay Talese

          “Eu invadi a minha própria privacidade, deliberadamente, e me submeti ao mundo sobre o qual queria escrever, o mundo erótico, privado, do adultério consensual, do merchandising sexual e da pornografia.” Com a franca declaração o escritor Gay Talease  falou sobre o seu livro A mulher do Próximo. Nos nove anos de pesquisas necessárias para a produção da obra, o jornalista  chegou a ser gerente de uma casa de massagens e nudista. Nas páginas do livro, publicado na década de 80, estão também a sexualidade norte-americana  e idéias polemicas sobre a AIDS.

Autor foi até gerente de uma casa de massagens para escrever a obra

Autor foi até gerente de uma casa de massagens para escrever a obra

Nascido em Nova Jersey, o escritor norte-americano, foi um dos criadores do movimento Novo Jornalismo na década de 60. O estilo incorporava no jornalismo características de literatura.  Escreveu perfis que entraram para a história, como os do cantor Frank Sinatra, o jogador de baseball Joe DiMaggio e os boxeadores Floyd Patterson e Joe Louis. Dessa vez a escolha foi por retratar as suas próprias reações.

Gay Talese conta que  desde o início da pesquisa para a publicação, iniciada em 70,  a vida sexual das pessoas teve grandes mudanças. O escritor se diz perplexo ao perceber uma certa banalização. “Hoje jovens praticam sexo oral como se fosse um aperto de mão. Quando eu estudava, sexo oral quase não era mencionado”, ressalta. O católico, pai de filhas adolescentes, se dedicou a profissão e provou da banalização por ele mencionada. Afinal, um bom repórter tem que estar junto a sua fonte. O preço que pagou pela dedicação foi a super exposição, inclusive de sua mulher. De acordo com Talese, o valor não foi tão alto assim. “Minha mulher ficava lendo as histórias sobre mim e os jornais especulavam sobre ela. E ela dizia: meu marido é escritor, está trabalhando no livro”.

Gay Talese e sua esposa Nan

Gay Talese e sua esposa Nan

          A esposa tão paciente e compreensiva ganhou seu destaque. Gay Talese está escrevendo um livro sobres os 50 anos de casamento com Nan Talese. “É uma boa história. Durante todo o tempo em que estava contando outras histórias, estava casado com a mesma mulher”,conta.

Pesquisa: Procura-se especialistas

Elaine Losch

Elaine Losch

          Louca por pesquisa. É assim que Elaine Losch, gerente de pesquisa do Grupo RBS, se define. A profissional ministrou a palestra Métricas da Pesquisa, realizada no primeiro dia da Semana da Comunicação da Unisinos. O evento aconteceu no Auditório Central, na última segunda-feira, 01 de junho.

          Bem humorada, Elaine apresentou os sintomas de quem sofre com o vício da pesquisa. ”Nessa época de pandemias, epidemias, temos também aqueles que foram picados pelo mosquitinho da pesquisa. Os sintomas de quem sofre com isso, é o gosto pela descoberta, a necessidade de otimizar recursos, o trabalho para reduzir riscos”, aponta.  Apesar da brincadeira inicial, a socióloga, mostrou-se comprometida em explicar sobre o campo de atuação e suas possibilidades. “A pesquisa não é boa, nem má, mas por muitas vezes as empresas esperam que a resolução de um problema possa estar somente neste trabalho”

         Além de explanar sobre métodos e ferramentas utilizadas para medir audiência na televisão, por exemplo, Elaine Losch enfatizou uma das principais questões vividas pelos profissionais: a capacidade de ser multimídia. “A pesquisa hoje é aproveitada em todos os meios: na televisão, na internet, no jornal, então vocês tem que estar em atualização também.” De acordo com a gerente executiva de Pesquisa da RBS, o mercado está em expansão, devido a carência de especialistas no setor. O mercado da pesquisa movimenta hoje cerca de 20 bilhões de dólares por ano.

Após a apresentação da profissional, os estudantes puderam tirar suas dúvidas. Confira no vídeo:

 

Semana da Comunicação Unisinos: O case Kzuka SAIU da pauta

Cartaz

     Havia escolhido o Case KZUKA, entre as atividades da Semana da Comunicação da Unisinos, para ser o tema do próximo post. Infelizmente a palestra foi transferida para a próxima sexta-feira, 05.

Mesmo assim, ficam as informações, para quem quiser assistir:

  • O que: Palestra sobre o Kzuka
  • Tema: Case de Comunicação Integrada
  • Data: 05 de Junho (sexta-feira)
  • Local: Auditório Central
  • Palestrante: Fernando Tornaim/Gerente Executivo Kzuka

   Sem Kzuka, porem com Métricas da Pesquisa. Esse é o tema do post seguinte.

      A pauta será  multilinear. O post contará com texto e fotos, falando sobre a palestra e os momentos mais interessantes. Links externos sobre o palestrante, e outras informações estarão no desenvolvimento da matéria.

Onde anda Natasha?

A atividade da aula de hoje, 25 de maio, foi inserir um áudio no blog. Com a colaboração dos colegas, não é que a Natasha chegou até aqui?

Pra pensar:  Onde será que a Natasha, personagem da música do Capital Inicial, está hoje”???

Ouça e pense aí, na época ela tinha 17 anos!

Tem 17 anos e fugiu de casa
Às sete horas na manhã no dia errado
Levou na bolsa umas mentiras pra contar
Deixou pra trás os pais e o namorado

Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar

Pelo caminho, garrafas e cigarros
Sem amanhã, por diversão, roubava carros
Era Ana Paula, agora é Natasha
Usa salto quinze e saia de borracha

Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar

O mundo vai acabar
E ela só quer dançar
O mundo vai acabar
E ela só quer dançar, dançar, dançar

Pneus de carros cantam
Thuru, Thuru, Thuru, Thuru

Tem sete vidas mas ninguém sabe de nada
Carteira falsa com a idade adulterada
O vento sopra enquanto ela morde
Desaparece antes que alguém acorde

Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar

Cabelo verde, tatuagem no pescoço
Um rosto novo, um corpo feito pro pecado
A vida é bela, o paraíso é um comprimido
Qualquer balaco ilegal ou proibido

Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar

O mundo vai acabar
E ela só quer dançar
O mundo vai acabar
E ela só quer dançar, dançar, dançar

Pneus de carros cantam
Thuru, Thuru, Thuru, Thuru

50 anos da televisão no Rio Grande do Sul: Parece que foi ontem

Geraldo Canali, Edelberto Behs, Lauro Schirmer e Sérgio Reis

Geraldo Canali, Edelberto Behs, Lauro Schirmer e Sérgio Reis

         

Lauro Shirmer

Lauro Shirmer

         Geraldo Canali, Lauro Schirmer e Sérgio Reis. Os três conhecedores da TV no Rio Grande do Sul estiveram palestrando na noite desta segunda-feira, 18, no miniauditório da Biblioteca Central da Unisinos. O tema, como não poderia deixar de ser, os 50 anos da televisão no Estado. A palestra foi promovida pelo Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (Cepos) e o Curso de Comunicação Social da Universidade.

          Com Lauro Schirmer, jornalista e escritor,  voltamos ao passado. Ele iniciou a palestra falando, principalmente, sobre o papel do telejornalismo na TV do Rio Grande do Sul e lembrou  da dificuldade enfrentada para a primeira transmissão. “A TV  Tupi foi a responsável por ensinar sobre a operação de equipamentos e o telejornalismo”, conta.  O jornalista destacou ainda a importância do telejornalismo, recordando sobre um jogo de futebol entre Intenacional e Novo Hanburgo, onde um erro do juiz foi desmascarado pela câmera que ficava atrás da goleira. 

 

Sérgio Reis

Sérgio Reis

           Apesar do meio século de incríveis histórias da televisão, o jornalista Sérgio Reis, mostrou-se impressionado com o passar do tempo: “Parece que foi ontem”.  Reis dirigiu a primeira transmissão a cores da televisão brasileira. Com lembranças detalhistas, levou aos estudantes, pontos de vista diferentes dos fatos. Assim como Shirmer, relembrou a época em que dezoito pessoas foram ao Rio De Janeiro aprender sobre equipamentos, cenários, iluminação e tudo que o meio de comunicação envolve. O video tape também foi assunto.  A falta da tecnologia impossibilitava gravações e exigia concentração para o menor número de erros. “Ao vivo não se improvisa, se prepara antes, ao vivo não tem chances”, ressaltou. 

          Antes do espaço ser aberto para as dúvidas dos alunos, Geraldo Canali, jornalista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), falou sobre a importância da televisão para a sociedade. Canali acredita que, embora o meio tenha sido considerado de elite, por demontrar status, foi um veículo popular , pois podia levar a imagem a todos.  O comunicador que  é da geração da TV, disse que sua paixão pela  TV iniciou  em 1959, quando mudou-se para Porto Alegre e conheceu  o aparelho na casa do “tio rico” .

 

Estudantes de Comunicação da Unisinos lotaram miniauditório

Estudantes de Comunicação da Unisinos lotaram miniauditório

Fatos marcantes da televisão no Brasil

 

  • 1950 – Inauguração da TV Tupi
  • 1955 – Realizada a primeira transmissão externa direta com o jogo Santos X Palmeiras, na Vila Belmiro. Vai ao ar o programa “O Céu é o Limite”, com J. Silvestre.
  • 1959 – Inauguração de nove estações da Rede Associadas: Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Campina Grande, Fortaleza, São Luís, Belém e Goiânia.
  • 1959 – Ministro da Justiça, Armando Falcão, assina a primeira legislação regulamentando a censura de TV no Brasil.
  • 1961 – É promulgado decreto fixando em três minutos o intervalo comercial.
  • 1962 – Instituição do “Código Brasileiro de Telecomunicações”. Inauguração da TV Gaúcha, em Porto Alegre.
  • 1965 – Inaugurada a TV Globo, no Rio de Janeiro. Vai ao ar o musical “O Fino da Bossa”, com Elis Regina e Jair Rodrigues.
  •  1966 – Realizado o 2¼ Festival de Música Popular Brasileira, tendo como grande vencedor Chico Buarque com “A Banda”.
  •  1968 – Inauguração da Rede Nacional de Microondas e sistema de transmissão por satélites (Telstar).
  • 1972 – Primeira transmissão em cores. Festa da Uva, em Caxias do Sul.
  • 1977 – Baixado decreto que regulamenta a propaganda governamental gratuita. 
  • 1980 – Fim da censura oficial ao telejornalismo.
  • 1986 – O primeiro satélite brasileiro com 24 canais é lançado em março.
  • 1987 – As exportações da Rede Globo atingiram o total de U$$ 20 milhões.
  • 1989 – Mais de 64% das 34.860.700 residências do País já estavam equipadas com aparelhos televisores.
  • 1990 – A televisão transmitiu a posse do primeiro presidente civil eleito pelo voto direto depois do Golpe de 1964, para todo o país.

Fonte: http://www.sinpro-rs.org.br/extraclasse/abr09/

Em pauta os 50 anos da TV no Rio Grande do Sul

A pauta inicial deve se basear em:

  • O que: Cepos Debates
  • Tema: Os 50 anos da televisão no Rio Grande do Sul
  • Data: 18 de maio (segunda)
  • Horário: 19h30min. às 22h15min
  • Local: Mini-auditório da Biblioteca Central
  • Palestrantes: Sérgio Reis, Lauro Schirmer e Geraldo Canali.

      A pauta sobre os 50 anos da televisão no Rio Grande do Sul será publicada no blog, dia 18, de forma multilinear. O post terá texto e provavelmente foto sobre a palestra, e imagens que remetam ao assunto. Usarei alguns links externos sobre a carreira dos palestrantes e informações adicionais sobre a história da tv, no Estado e no Brasil. Devo pensar em uma enquete sobre os 50 anos da tv para complementar a informação. Isso já deve ser planejado antes, por isso a pauta terá aspectos multiformes.

Câmera no provador feminino

Lojas instalam câmeras nos provadores femininos para evitar roubos

Donos de lojas em Liubliana foram multados em cerca de R$ 16 mil. Justiça eslovena considerou violação da privacidade das clientes. Lojas na Eslovênia instalaram câmeras nos provadores femininos para evitar roubos.

Donos de lojas de um centro comercial na cidade de Liubliana, na Eslovênia, foram condenados a pagar uma multa de 5 mil libras (cerca de R$ 16 mil) por terem colocado câmeras secretas nos provadores femininos. 

Segundo o jornal on-line ”Austrian Times”, os proprietários das lojas argumentaram que as câmeras ocultas haviam sido instaladas para evitar roubos, mas a Justiça de Liubliana não aceitou os argumentos e considerou uma violação da privacidade das clientes.

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Fonte: G1

Você trabalha tranquilo?

Câmeras, câmeras, câmeras. Sorria, você está sendo filmado!

Você já contou quantas vezes leu isso em elevadores, entradas de loja e até em empresas? Se contou, acredito que a constatação é a mesma que a minha: Quanta vigilância!!

O aumento da violência e insegurança, faz com que a procura por sistemas de monitoramento sejam adotados em supermercados, lojas, elevadores, portarias. Até aí tudo bem. Mas se isso tudo for parar no seu emprego, no quintal de sua casa ou ainda, em um provador de roupas? Ajuda ou é invasão de privacidade?  

É claro que devemos nos apoiar em novas tecnologias para assegurar o bem estar da nossa família, ou o patrimônio material de uma empresa, mas filmar o que não compromete a segurança e vigiar funcionários é invasão. Em busca dessa tranquilidade cometem-se abusos, como a instalação de câmeras em cantinas, refeitórios ou salas de café, criando situações constrangedoras aos empregados.  

Mas, nem toda presença de câmera pode ser considerada uma completa invasão. Equipamentos são usados como forma de reconhecer assaltantes em bancos, mercados, em ruas, ajudando na segurança. Vale aí o bom senso.

 

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